MULHERES E PAZ

Enquanto homens se guerreiam  
Em combates bélicos ou orais,
quem melhor que a mulher
para conseguir o que eles, homens,
conseguirão jamais!?

Só a mulher é capaz
de, ao pensar com o coração,
conseguir a Paz.

O respeito pelos direitos humanos
quase não existe!

A discriminação subsiste!

Mulheres e crianças são as que mais sofrem
com tudo isto…
E,  seus direitos violados e desrespeitados
têm visto!

Numa conjuntura de “conflito e pós-conflito”,
situações que se agravam constantemente,
os resultados maléficos que daí advêm
são devastadores para aquelas que os têm .

Para mulheres, com mais ou menos idade,
o apoio de que necessitam nunca chega 
ou,  se  chega, já é tarde.

Mulher, que pense com o coração e lute pela Paz,
 para o conseguir, de tudo é capaz!

Mulher e jovem mulher,
qualquer delas, sabe o que quer…
mas, continuam, no entanto, a  serem vítimas
da delinquência ilegal…
Todavia a Lei da proteção, muita vez ignora
e deixa de cumprir seu papel principal.

Mulheres que lutam pela Paz,
enquanto “muitos” homens, acham  ser “legítimo”
verem  seus corpos  como alvos, nos campos de batalha.
“Alguns”, consideram-nas até, “despojos de guerra”
com direito a  serem entregues aos vencedores,
 como qualquer  troféu!...

“Mulheres pela Paz”, lutem sempre por ela
Sem olhar para trás!


Joaquim Marques


Gaia/Porto

PORTUGAL










SONHO QUIMÉRICO

Num sonho quimérico, me vais encontrar
se te deixares embalar p'las ondas calmas
dum grande oceano que saúda almas
ansiosas, com beijos de espuma...
E abraços salgados d'água de mar!...


Numa quietude impressionante
mistérios da noite chegam entretanto!
Ecos plangentes - de sereias - o canto
se fazem ouvir em acordes de anjos
trazidos pela brisa, a cada instante.


Das ondas do mar, faço meu leito!
No escuro do céu olho as estrelas!
Uma se realça entre todas elas...
Durante a noite ela é meu luzeiro.
E ao raiar o dia dorme em meu peito.


Sentado nas dunas, quis lembrar quem eras!
Em versos de sonho descrevi teu rosto;
entre a neblina eu vi seu esboço
que, logo em seguida, se desvaneceu.
Acordei e percebi que sonhei quimeras..


 
© Joaquim Marques           



Gaia/Porto .. PORTUGAL





Eu, a Poesia e Portugal
              

Amar a poesia é meu destino
Vate da lira, escrevo em versos
Alegrias, tristezas e retrocessos
Do mundo poético sou paladino.

Em belos jardins, brancas açucenas
Me fazem lembrar a cândida beleza
Que há no teu rosto e na Natureza
Quando vento agita tuas melenas.

Elas são cortinas de duas janelas
Que ofuscam o brilho do mais doce olhar
Quando ele, absorto... observa o mar.

Oceano nómade, partilha afinal...
Seus beijos, nas praias onde faz seu leito.
Dorme no Brasil, acorda em Portugal!



© Joaquim Marques 


Gaia/Porto - PORTUGAL             







RIO POLUÍDO

Que água barrenta corre neste rio!...
É terra dos montes que a chuva arrastou
e as flores dos campos consigo levou.
Nos vales, agora, é só neve e frio…

O Estio se foi e o calor ardente
o acompanhou. Mudaram os tempos
e, para o povo, os contratempos
tão logo apareceram num repente!...

A ordem do tempo já é conhecida,
mas as pessoas, o mundo postergam
e  o Céu parece tudo ignorar…

As opiniões são tão esbatidas…
Que os nossos olhos apenas enxergam
nas aguas do rio, cinzas a boiar. 

© Joaquim Marques             

Gaia/Porto  -- PORTUGAL   


















TEMPOS DIFÍCEIS

O vento move núvens pardacentas
Encobrindo assim, o azul do céu;
As águas dos rios tornam-se barrentas
As noites aparecem negras como breu.

Chegou o Inverno, nas serras cai neve;
E a tristeza invadiu meu coração.
P’lo monte, um riacho corre como lebre...
Ao longe, já ouço ribombar o trovão.

Olho o céu escuro, não vejo estrelas;
Mas em mim cintila uma, a quem dei luz...
Que, com ou sem brilho, é a minha cruz.

Tempos difíceis, me trouxe este inverno
Mas no coração, inda há raios de luz,
Embora ofuscados... p’la sombra da cruz.


© Joaquim Marques           



Gaia/Porto -- PORTUGAL








TRISTEZA

A tristeza visível no meu rosto,
Não é só efeito duma reflexão;
É da senda percorrida, o desgosto,
Cujo rumo certo é meu coração.

Contudo, lembro que já fui alegre
Em momentos da vida, o que já passou;
Hoje, já nem penso, mesmo que breve,
No que fui ontem e no que hoje sou.

Há desgostos que não se podem esquecer;
Situações a enfrentar sem tibiezas;
Caminhos ambíguos a percorrer.

A vida dá-nos alegrias e tristezas
Mas tudo nela, tem princípio e fim
E este, está chegando para mim...


© Joaquim Marques           
 

Gaia/Porto -- PORTUGAL


ANIVERSÁRIOS

Como é bom ser pequenino… Ter nascido!
No aconchego do amor que nos espera;
Quem nasce num jardim, já bem florido…
Sente sempre o cheiro a Primavera.

Mas há flores que ficam degeneradas
Porque água e Sol não as atinge.
Assim, na vida há encruzilhadas…
Onde uns retrocedem, outros progridem.

Cada pessoa nasça como nasça…
Será acompanhada p’lo signo da vida
Que ditará o seu bom ou mau fadário.

Neste dia que passa, almejo para ti
 Vivência longínqua apetecida.
Parabéns! FELIZ ANIVERSÁRIO.

 Joaquim Marques



Natal




NATAL

© Joaquim Marques



Novamente chega o dia
que, com verdade ou fantasia,
todos lhe chamam de “Natal”.
Mas, porquê tanta alegoria
se sabemos, sem hipocrisia
que, em qualquer dia é natal?

Há dois natais, bem diferentes:
O dos que podem e o dos indigentes.
Jesus Cristo, ao lado destes, sorrirá
porque seus ideais são abrangentes
aos humildes sem sorte, aos crentes,
mas… aos restantes, não ignorará.

 Alegria, consumismo, esbanjamento.
Tristeza, dor, fome e sofrimento.
Palavras que não se interligam!…
Lágrimas que correm a todo momento
em rostos enrugados, em desalento…
 Os portugueses que o digam!...

Num apelo cristão, vos quero pedir, Jesus:
Vós, que morreste por nós numa cruz,
não deixeis que o mundo seja tão desigual.
Afastai a luxúria que a tantos seduz;
Iluminai-nos com a Vossa Luz;
Não deixeis perecer este meu Portugal.




Porto
PORTUGAL 
12-2013









CHORO PRA DENTRO

Alguém, com capacidade
para o dizer, me disse um dia:
--“Você chora para dentro”!
 E é verdade!...
Dentro de mim correm riachos
de lágrimas com sabor a sal…
Elas formam um rio
que tem sua foz no meu coração.
É aí nesse local, onde se adensam
com as águas salgadas do  mar imenso,
 deixando-lhes estas, o seu sabor.
Miticamente, imagino meu coração,
um estuário, onde aportam
embarcações de todo tamanho
carregadas de sentimentos!...
São aquelas  -- pequenas ou grandes  --
que me trazem lembranças de antanho.
De eras, em que bravos marinheiros
partiam  mar adentro , levando
alegria, esperança, nos seus corações
e, quantas vezes, traziam tristezas,
marcas de sofrimento e deceções…
Dum modo utópico, considero assim
meu coração:
 -- Um estuário -- sanguíneo,
donde partem e aportam
alegrias e tristezas,
que se transformam num verdadeiro
caudal  de emoções!...
Nele, navega meu barquinho
de sentimentos que, flutua ao
sabor da ondulação das marés.
Baixas ou altas, são elas que fazem
 tanta vez assomar aos meus olhos
de maneira visível, as tais
lágrimas com sabor a sal…
Que, formam riachos…
Correndo pra dentro!...


© Joaquim Marques            



Gaia/POrto -- PORTUGAL
2013










MÃOS DUM ESCREVEDOR



Estas minhas mãos que, de maneira suave
Escrevem alegria, tristeza e dor…
Que pintam Natureza e elevam amor,
Tanta vez sofrem o espasmo da vontade

Contrariando assim meu pensamento.
Sem qualquer contrato ou usura
Sua pele seca, vai-se tornando escura
E o reverbero é levado p’lo vento.

O brilho e o calor que transmitiam outrora
Começa a mirrar aos poucos, agora,
Deixando as veias mais perceptíveis.

Estas minhas mãos que tanto trabalharam,
Que tantas  mãos se-dosas afagaram…
Escrevem ainda, coisas previsíveis…


 © Joaquim Marques




 Porto -- PORTUGAL
2013



PROCURANDO A LUZ



Segues teu rumo  à procura da luz
Do Sol abençoado, que é teu farol;
Eu sigo tua sombra, como a duma cruz
Que é minha luz, do alvor ao arrebol .

Chegada a noite, procuro-te em sonhos
E te encontro entre estrelas fulgentes
Que, quando confrontam mistérios medonhos
Às vezes, se tornam estrelas candentes…

Mas é nessa galáxia nebulosa e triste
Onde teu ser, consegue encontrar luz
Porque pra ti, onde vives, ela não existe.

Mesmo sendo tua sombra minha cruz,
É minha auréola… embora triste!...
Para mim, tua sombra… é minha luz!


Joaquim Marques



PORTUGAL
30-09-2013

(a meu filho no dia se seu Aniversário Natalício)
TUDO ME FALA DE TI

© Joaquim Marques


Quando sigo por veredas do passado
Tudo, em meu redor, me fala de ti…
Cada pedra que piso, num tom magoado
Me perguntam, porque não voltei ali.

As árvores e sua frondosa folhagem
Que, tanta vez nos defendeu do calor;
Abrigam agora, aves de linda plumagem
Que, em uníssono cantam canções d’amor.

Daquele ermo, que foi nosso refúgio
Avisto o mar imenso, batido p’lo sol
Que me pergunta por ti, no seu arrebol…

A noite cai e, no céu constelado…
Todas as estrelas me falam de ti.
Estático fico, até que nasça o Sol.


TEMPOS DIFÍCEIS

© Joaquim Marques


O vento move, nuvens pardacentas
Encobrindo assim, o azul do céu;
As águas dos rios tornam-se barrentas
As noites aparecem negras como breu.

Chegou o Inverno, nas serras cai neve;
E a tristeza invadiu meu coração.
P’lo monte, um riacho corre como lebre...
Ao longe, já ouço ribombar o trovão.

Olho o céu escuro, não vejo estrelas;
Mas em mim cintila uma, a quem dei luz...
Que, com ou sem brilho, é a minha cruz.

Tempos difíceis me trouxe este inverno
Mas no coração, inda há raios de luz,
Embora ofuscados... p’la sombra da cruz.


PORTUGAL,
22-02-2013






HIBERNAÇÃO FORÇADA

© Joaquim Marques

Quis o destino q’ eu me afastasse
No último Outono e, que hibernasse
Como mero réptil, esquecendo quem era.
O Inverno se foi!… Voltei, com a Primavera!


Estação d’esperança, que nos traz odores,
Do multicolorido, das suas flores.
Inebriante perfume, já paira no ar;
Chegou a Primavera!... Veio pra ficar.


Eu voltei com ela e... Por cá ficarei,
Escrevendo nas pétalas de cada flor
Versos tristes, alegres e quiçá d’amor.


Se, por muito tempo!? Isso não sei!...
Quem designa nossa vida é o Redentor!
Enquanto Ele queira... Por cá estarei.





RIO POLUÍDO

© Joaquim Marques

  
Que água barrenta, corre neste rio
É terra dos montes, que a chuva arrastou
E as flores dos campos, consigo levou;
Nos vales, agora, é só neve e frio.


O Estio se foi e, o calor ardente
O acompanhou! Mudaram os tempos
E para o povo, os contratempos…
Tão logo apareceram, num repente.


A ordem no tempo já é conhecida
Mas as pessoas, o mundo postergam
E o céu, parece, tudo ignorar…


As opiniões são tão esbatidas...
Que nossos olhos apenas enxergam
Nas águas do rio, cinzas a boiar…



PORTUGAL
2012



      A CIDADE
  

Alvorece!... E, sobre a cidade
o crepúsculo da madrugada
aparece!
Com ele, a aurora surge
lá bem ao longe, no Oriente.
Por detrás das montanhas
o Sol aparece, começando a derramar
seus raios luminosos sobre a Terra.
É manhã!
Na cidade, começam as pessoas
no seu afã!
O bulício do dia é impressionante
carros de toda a espécie
num vai e vem constante
vão poluindo a atmosfera
com gás mortificante...
As pessoas se cruzam e seguem
seus destinos...
Muitas vezes ombro a ombro
com humores matutinos...
que facilmente, podem desencadear
desatinos!
A cidade é sempre centro de atracção
pra onde todos querem
ir ganhar seu pão.
Há montras bonitas, luz em profusão
os olhos querem ver tudo que é bom!
Monumentos, estátuas
jardins sem rival...
E tudo mais que existe na cidade
afinal...
Mas verão também a parte negativa...
A miséria humana...
A falta de ética
nos costumes de vida!
Tudo isto é a cidade...
Por muitos
Tão apetecida!...



VOANDO COM A POESIA

 © Joaquim Marques



Pedi um dia à poesia
que me emprestasse suas asas!
Quis voar com elas!...
 E, lá do alto, no infinito do céu,
observando a Terra
eu vi telhados de casas
e também muitas janelas
aos quadradinhos, singelas
e vi que por detrás delas
mora tanta poesia…
Observei o firmamento
e vi para meu contento
a beleza….
…que há n’abóbada celeste
quando o dia acaba e anoitece
 rutilam os astros, a noite adormece.
Vi romper aurora, o começo do dia;
ouvi no trinar das aves, lindas melodias…
e dos sinos tocando as Avé-Marias.
Sobrevoei vales e campos floridos…
Vi lindas flores
em seus tons garridos…
Subindo, subindo, girei pelos montes
avistei riachos correndo pràs fontes;
belas cachoeiras, indo desaguar
com suas águas nos rios
que correm pró mar.
Vi o esplendor do Sol
e seu lindo arrebol
ao findar o dia…
Afirmo portanto,
que em tudo há encanto…
Tudo é poesia!...


PORTUGAL
2012

Em Homenagem ao Dia Internacional da Mulher)


 MULHER!  (a diferença!)

© Joaquim Marques



Não basta o sexo pra diferençar mulher!
  Admirável ser que, com amor fecundo
Gera novos seres pra servir o mundo.
Mulher, tem que saber ser! Não só, ser!...

Mulher que, na sua magnanimidade
É perfeição... Felicidade... Redenção...
Pode ser - quando torpe - a degradação...
Em si, tem a opção da sua dignidade!

Juntos, construamos um "puzzle" d'amor
Com pétalas colhidas da mais bela flor
Donde avulte a imagem da mulher...

Equacionemos!  A mulher se convença!
Que o resultado final está, no ser
 MULHER, ou mulherinha... Eis a diferença!



PORTUGAL




ESTRANHEZA

© Joaquim Marques



  
Esta estranheza q’eu julgava estranha
Que me conduzia para limites sem fim
Do realismo, era irónica façanha…
Pois estranho, era eu estranhar de mim.


Hoje, nada de estranho me apavora
O que é  nímio, fica no meu peito
E a estranheza em que cri outrora
Passou a ser do real, causa efeito…


É nessa realidade, que hoje creio!...
E do intrínseco profundo do meu seio
Expulso tudo, a que não estou afeito.


Por mais estranho que algo me pareça
Evito que a estranheza aconteça…
E deixo-a adormecer, dentro do peito.



PORTUGAL
2012